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Andromeda no Meta Ads: mudou tudo ou só a forma de anunciar?

O sucesso no Meta Ads hoje depende menos do que você anuncia e mais de como você planeja a entrega. Entenda como esta mudança muda a forma de criar estratégias para os anúncios no Meta Ads.

No final de 2025, um tema passou a dominar as discussões entre profissionais de mídia: o chamado Andromeda, da Meta. Para muitos anunciantes, a sensação foi imediata: tudo mudou. Criativos que antes performavam bem começaram a perder força, enquanto o algoritmo parecia tomar decisões cada vez mais difíceis de prever. O curioso é que essa mudança não surgiu do nada.

O Andromeda foi implementado no final de 2024, mas só ao longo de 2025, especialmente no seu último trimestre, seus efeitos passaram a ser percebidos e debatidos de forma mais intensa no dia a dia das campanhas. Diante disso, a pergunta é inevitável: estamos realmente diante de uma revolução no Meta Ads ou apenas de uma nova lógica de operação que exige outra forma de anunciar?

Antes de qualquer conclusão, é importante esclarecer um ponto fundamental: Andromeda não é um novo formato de anúncio. Tecnicamente, ele funciona como um sistema, uma arquitetura de recuperação e priorização de anúncios, que reorganiza a forma como a Meta interpreta sinais, combina criativos e entrega mensagens para diferentes perfis de usuários.

Antes de entrarmos em toda essa engenharia e explicações, vamos recapitular o que é e como surgiu o Andromeda…

O que é o Andromeda e por que ele surgiu

O sistema Andromeda entrou em operação em dezembro de 2024 como parte da evolução dos modelos de automação da Meta, especialmente integrados ao Advantage+. Ou seja, elaa surgiu como uma mudança, e que não aconteceu por acaso. O modelo anterior apresentava limitações claras: exigia grande volume de anúncios semelhantes para ensinar o algoritmo, dependia de duplicações manuais e, muitas vezes, aprendia padrões superficiais, baseados mais em estética do que em mensagem.

Isso porque, com o aumento da complexidade do comportamento do consumidor e a necessidade de personalização em escala, a Meta precisou evoluir sua capacidade de interpretar sinais. O Andromeda surge exatamente para resolver esse problema, permitindo que o sistema identifique interações complexas mesmo com menos anúncios ativos, desde que eles tragam variação real de comunicação.

Afinal, o Andromeda filtra os criativos?

Essa é uma dúvida comum, mas o termo filtrar pode gerar uma leitura equivocada. O Andromeda não filtra criativos como uma pessoa faria. O que ele faz, de forma muito mais sofisticada, é priorizar, organizar e recuperar anúncios com base em sinais comportamentais.

Na prática, isso significa que o sistema entende quais mensagens fazem mais sentido para cada perfil de usuário, em cada momento da jornada, e passa a exibir combinações mais relevantes. Não se trata de exclusão pura e simples, mas de uma lógica de recuperação inteligente.

O verdadeiro objetivo do novo modelo de automação

O grande objetivo do Andromeda, em conjunto com o Advantage+, não é reduzir a quantidade de criativos, mas sim eliminar a repetição sem estratégia. O foco deixa de ser trocar apenas fundo, imagem ou uma palavra da copy e passa a ser a construção de anúncios com ângulos de comunicação diferentes.

Agora, dentro de um mesmo conjunto de anúncios, faz muito mais sentido trabalhar mensagens voltadas para diferentes níveis de consciência do público. Isso representa uma ruptura clara com o modelo antigo, no qual se testavam pequenas variações estéticas mantendo exatamente a mesma estrutura e abordagem.

Se quiser entender como aplicar essa lógica de ângulos de forma estratégica no seu negócio, vale acompanhar os conteúdos da Uaify ou entrar em contato com nosso time para uma análise mais aprofundada das suas campanhas.

Criativos, conversão e o contexto da jornada

Um ponto a ser reforçado é que taxas de conversão não dependem apenas da plataforma ou de uma atualização específica. Elas variam conforme o momento de mercado, o comportamento do consumidor e, principalmente, o ecossistema da campanha como um todo.

Dificilmente uma pessoa toma uma decisão de compra ao ver apenas um anúncio. Na maioria dos casos, ela precisa ser impactada várias vezes, com mensagens e formatos diferentes, até reconhecer valor e confiança suficientes para converter. Por isso, analisar criativos de forma isolada costuma gerar diagnósticos equivocados.

Assim como em qualquer análise comercial, campanhas de mídia precisam ser avaliadas de forma sistêmica. Isso envolve entender a relação entre campanha, conjuntos de anúncios e anúncios individuais.

É comum ouvir que pausar um anúncio pode prejudicar outro. Isso acontece porque, dentro desse ecossistema, nem todo anúncio está diretamente atribuído à conversão final. Alguns atuam como suporte, reforçando lembrança de marca ou preparando o terreno para que outro anúncio converta.Além disso, o ticket do produto é um fator determinante.

Produtos e serviços com tickets diferentes exigem jornadas, mensagens e criativos distintos. Não faz sentido aplicar a mesma lógica de comunicação para ofertas de baixo e alto valor. Contexto é tudo, e cada campanha precisa ser analisada caso a caso.

Segmentação, interesses e o papel do Advantage+

Outro ponto que gera confusão é a segmentação por interesses com o Advantage+. Hoje, o anunciante não tem mais o mesmo controle rígido sobre interesses como no passado. Em vez disso, fazemos sugestões de interesses, enquanto o controle direto permanece, principalmente, sobre a localização geográfica.

Isso significa que os interesses não deixaram de existir, mas passaram a atuar como sinais, e não como travas fixas. A região continua sendo um controle duro, enquanto os interesses ajudam o sistema a entender padrões de comportamento. Essa distinção é fundamental para evitar interpretações como interesses não servem mais para nada, o que não é verdade. Eles apenas mudaram de papel.

O que realmente muda para quem anuncia com Andromeda + Advantage+

A principal mudança não é ter menos criativos, mas sim, menos criativos repetidos. O antigo modelo, baseado em volume, duplicações e microvariações manuais, perde eficiência. O sistema não precisa mais de volume só para ter quantidade, para aprender.

O Andromeda consegue identificar padrões complexos mesmo com menos peças, desde que elas tragam sinais diferentes. O que passa a importar são os ângulos de comunicação, e não apenas formatos ou variações estéticas.

Trabalhar dor versus benefício, prova social versus autoridade, urgência versus educação, preço versus valor, funcional versus emocional faz muito mais diferença do que subir dezenas de anúncios parecidos. Na prática, um único produto com cinco ângulos bem definidos tende a performar melhor do que quinze criativos quase idênticos.

Criativos modulares e o novo papel da criação

Com a combinação de Advantage+, GenAI e Andromeda, elementos como headline, texto principal, imagem ou vídeo e CTA passam a funcionar como blocos combináveis. O sistema testa automaticamente essas combinações e entende qual mensagem funciona melhor para cada pessoa, e não apenas qual anúncio vence.

Isso muda completamente o papel do criativo. Ele deixa de ser uma peça fechada e passa a ser um conjunto de hipóteses estratégicas. Criativos genéricos tendem a perder força rapidamente, enquanto criativos pensados estrategicamente conseguem escalar com muito mais consistência.

Estamos entendidos? Agora, vamos ser ainda mais estratégicos, combinado?!

Não se trata de subir menos criativos nem de subir muitos anúncios parecidos. O novo modelo exige criativos com ângulos diferentes, mensagens bem pensadas antes da estética, hipóteses claras de conversão e confiança no sistema para combinar e escalar.

Mais do que uma mudança técnica, o Andromeda reforça algo que já defendemos há tempos: performance não vem de fórmula pronta. Ela vem de contexto, estratégia e análise contínua.Se você quer entender como aplicar esse modelo na prática ou melhorar a performance das suas campanhas, entre em contato com a Uaify.

Artigo técnico Meta Ads:

https://engineering.fb.com/2024/12/02/production-engineering/meta-andromeda-advantage-automation-next-gen-personalized-ads-retrieval-engine/

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